top of page

Beautiful Madness: O Universo Particular de Agnes

  • Foto do escritor: Igor Teles
    Igor Teles
  • 16 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de fev.

Review por Igor teles


capa do álbum Beautiful Madness da cantora sueca Agnes
capa do álbum Beautiful Madness da cantora sueca Agnes



Lançado em 23 de janeiro, BEAUTIFUL MADNESS é o sétimo álbum da cantora sueca Agnes, o disco de dance pop conta com 15 faixas, destas 6 são interludes, distribuídas em 31 minutos. A volta da artista de 37 anos marca uma nova era em sua carreira onde ela parece ter encontrado um som, para chamar de seu.


No começo, o excesso de interludes - que são aquelas introduções às canções -  pode assustar, mas acredito que Agnes criou uma narrativa na qual elas se tornaram essenciais. A primeira faixa BM-247 01 INTERLUDE, introduz a música BEAUTIFUL MADNESS, de 1 minuto e 50 segundos. A canção soa mais como uma conversa da cantora com o ouvinte, Agnes, em uma espécie de desabafo, diz estar procurando uma razão escondida pela qual nossos corações estão fadados à serem quebrados. 


O álbum, como todo, traz questionamentos sobre relacionamentos amorosos e a procura do valor de si mesmo. WAKE UP, sétima canção do disco, é o resumo da história que Agnes quis contar. Ela intercala os assuntos principais e constrói uma das melhores canções da sua carreira. Lançada como single pré-lançamento do disco, tem muito potencial para ser explorada.


Logo após, a oitava faixa, BALENCIAGA COVERED EYES, deve entrar no hall de melhores canções do gênero desta década — marcada por álbuns primorosos como o What’s Your Pleasure de Jessie Ware e o RENAISSANCE de Beyoncé. É simplesmente magnífica. Sabe aquelas canções que você se pergunta: “por que ninguém está falando disso?”. Esta é uma delas: viciante, brilhante, chique e com uma letra que esconde um coração quebrado. 


Mas, é na décima faixa, EGO, onde Agnes crava de vez a qualidade fenomenal de seu álbum. A música tem aquele feeling que poucas canções possuem: aquela sensação de ser atemporal. Como a cantora é sueca, é possível até imaginar uma releitura dessa canção gravada pela banda, também sueca, Roxette, que embalaria alguma novela das 21h. 

LOVESONGS, penúltima música do disco, conta com um coral, um piano de fundo e uma letra para dizer adeus a um velho amor. Imagino, e espero, que uma versão acústica dessa música surja em breve.


Agnes fecha o BEAUTIFUL MADNESS com UTERUS & UNIVERSE, uma canção, que, assim como EGO, invoca o sentimento de nostalgia. Dessa vez, a cantora parece cantar sobre o poder gigantesco de gerar a vida, da força da natureza humana e do universo. Uma belíssima canção para fechar um belíssimo álbum.


O disco marca a carreira da cantora por demonstrar seu ápice letrista, instrumental e vocal. Se tratando de Agnes, sabemos que ela pode facilmente superar isso em seu próximo disco, assim como superou o MAGIC STILL EXISTS (2021). A história contada em BEAUTIFUL MADNESS traz a aceitação e a beleza da confusão de sentir o amor, seja o romântico ou o próprio. A conclusão do disco deixa claro: Agnes evoluiu seu amor na mesma medida em que evoluiu sua música.


Nota 90/100

Comentários


bottom of page